sábado, 14 de abril de 2012

Mudando de pau pra cacete

Ah! Não me amole, perfeição!
Entenda que eu já não te quero
Você saiu da minha moda
Vê se acha alguém que te dê mais atenção.

Sua simetria não me atrai
Essa harmonia me dá sono
Tudo tem seu tempo, meu bem
e o seu já não me convém.

Eu quero os dois lados da moeda
Eu quero o bem e o mal
Como o médico e o monstro
Andando de mãos dadas
Sagrado e profano na mesma peça teatral

Ah! Dá um tempo, perfeição!
Vai procurar outra pessoa pra iludir
Pára de chorar, parte pra outra
Já faz tempo que não te quero aqui.

Sua simetria não me atrai
Essa harmonia me dá sono
Tudo tem seu tempo, meu bem
e o seu já não me convém.

Agora eu prefiro o erro
Se acertar... é bom também!
Não há pecado em ser imperfeito
Assim, desse jeito
Aposto que Deus e o diabo se dão bem.

4 comentários:

Brisa Aziz disse...

lembrei, como sempre, de Adélia Prado - uma de minhas favoritas...

A BATALHA


Perdi o medo de mim. Adeus.
Vou às paisagens do frio atrás do Jonathan.
Deve ser assim que se vive,
na embriaguês deste vôo
no rumo certo da morte.
Amo Jonathan.
Eis aí o monocórdico, diarréico assunto.
‘Ele quer te ver’, alguém me disse no sonho.
E desencadearam-se as formas onde Deus se homizia.
Pode-se adorar tufos de grama , areia,
não se descobre donde vem os oboés.
Jonathan quer me ver.
Pois que veja.
O diabo uiva algemado nas profundezas do inferno,
enquanto eu
tiro o corpo da roupa.

Autora: Adélia Prado

Lost Samurai disse...

Que bom ver essa galera voltando ao velho hábito de compartilhar os pensamentos. Vamos nessa.
Beijos!

Erika disse...

Inveja eterna de quem sabe fazer poema.

Ps.: Briza, que Pierrot nunca veja esse poema. Ele vai se achar depois.

Èrica Fernanda Gregorio disse...

Eu acho que Deus e o Diabo adoram um carteado.